terça-feira, 29 de setembro de 2009


AFINIDADE

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade,
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto
no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe
não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece
depois que as pessoas deixaram de estar juntas.

O que você tem dificuldade de expressar a um não afim,
sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido
a respeito dos mesmos fatos que impressionam,
comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com, nem sentir contra,
nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente,
mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar,
jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas
quanto das impossibilidade vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou
sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser,
cada vez mais a expressão do outro
sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

[Arthur da Távola]

sexta-feira, 26 de junho de 2009


Mãe,
Que ao dar a benção da vida, entregou a sua...
Que ao lutar por seus filhos, esqueceu-se de si mesma...
Que ao desejar o sucesso deles, abandonou seus anseios...
Que ao vibrar com suas vitórias, esqueceu seu próprio mérito...
Que ao receber injustiças, respondeu com seu amor...
E que, ao relembrar o passado, só tem um pedido:


DEUS, PROTEJA MEUS FILHOS, POR TODA A VIDA!

Enzo está com quase 5 meses e eu completamente sem tempo, dividida entre creche, trabalho, creche, casa e ele! rssssss. Desculpem o abandono dos recados, mas estou sempre com vcs no pensamento... saudades desse cantinho que está de lado, mas só por enquanto. Beijos carinhosos e babados do meu boneco (mãe coruja mesmo.. rs).

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Todo Azul Do Mar - Flávio Venturini

Foi assim, como ver o mar
A primeira vez que os meus olhos se viram no seu olhar
Não tive a intenção de me apaixonar
Mera distração e já era momento de se gostar
Quando eu dei por mim nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei no azul do mar
Sabia que era amor e vinha pra ficar
Daria prá pintar todo azul do céu
Dava prá encher o universo da vida que eu quis prá mim
Tu...do que eu fiz foi me confessar
Escravo do teu amor, livre para amar
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar
Foi assim, como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul, todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar
Foi quando eu mergulhei no azul do mar

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009


"A BOA MÃE É AQUELA QUE VAI SE TORNANDO
DESNECESSÁRIA COM O PASSAR DO TEMPO." (MARCIA NEDER)

37 Semanas se passaram desde que você começou a fazer parte de mim e agora falta pouco, muito pouco para eu conhecer seu rosto, seu olhar, seu brilho... meu amor eterno!

É estranho pensar que durante 9 meses você cresceu dentro de mim. Começou como quem não quer nada e transformou minha vida, meus sonhos e a mim como pessoa. Você nem nasceu e já opera milagres.. o milagre do amor sem fim, sem medidas, sem rosto.

É confuso pensar como pode um ser viver dentro de nós... começar a se formar, a criar cada órgão, a ouvir, a ver, a se mexer, a se alimentar.

É mais esquisito ainda saber que dentro de pouco tempo esse ser sairá de dentro de mim e tomará proporções de uma pessoinha única.

Eu jamais saberei descrever todas as sensações que tive com você aqui dentro. Cada mexida, cada batida do coração, cada movimento ao ouvir minha voz. Eu jamais saberei te dizer ou a quem quer que seja o que é esse sentimento louco e mágico de gerar uma vida. Eu jamais saberei o que eu era antes de você porque agora me sinto completa.

Não consigo mais imaginar cada um dos meus dias sem você e é por esse amor que hoje vivo e sonho, é por esse amor que planejo um futuro melhor, é por esse amor que respiro e conto os dias... pra te ter em meus braços e dizer: Eu te amo, meu filho!!!! Seja bem vindo...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sumidinha, mas não morta. Desempenhando outros papéis e logo estarei de licensa e com mais tempo de explicar tudo que vem acontecendo à vocês. Morro de saudades do meu cantinho mas não tá dando pra conciliar tudo.... infelizmente.

Ontem, dia 16, foi o amigo oculto virtual... já é o segundo ano que participo e sempre tenho gratas surpresas. Olhem que coisa fofa minha descrição feita pela minha amiga não mais secreta.

"Minha amiga secreta... ou oculta...é uma poetiza. Adora crianças e fala delas de um jeito que me agrada. Fala do quanto é lindo ser mãe e parece estar adotando bem o papel. Coloca fotos suas no blog e parece gostar muito de praia. Tem os olhos verdes, não é?! é morena, sorridente e mãe (grávida). Está meio sumidinha do blog, então nem sei se vai demorar muito pra receber o meu presentinho. Maaasss... Minha amiga é a Carol Maciel do "Um olhar pra dentro"Abraçooo amiga não-mais-secreta, de feliz natal! Fersi"

Linda, obrigada pelo carinho, pelas palavras e pelo presentinho... já colocado no devido lugar. Amei! Para quem não percebeu a mudança.. a Fer me deu o topo de lay que está agora enfeitando o meu cantinho.

À Todos que passam aqui, apesar do meu sumiço momentâneo... um Feliz Natal repleto de alegrias e paz e que 2009 chegue cheio de surpresas e boas realizações.

Ahhhh... para quem está curioso... meu baby é um rapazinho e se chamará Enzo. Estamos com 31 semanas, e ele tem previsão de chegar em 31 de janeiro... talvez antes, talvez depois.... mas antes disso eu volto.

:********* nossos para vocês!

domingo, 23 de novembro de 2008

A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.
Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.
O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.
Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?
É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.
Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina.
Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.
Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.
É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas. É ouvir as confidências.
Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho? E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome.
Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho. É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas.
É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.
Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.
Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.
Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê. Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais – não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela.
É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.
É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.
Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.
Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa dimensão diferente de doçura e entendimento.
É estreitar nos braços o filho e descobrir no rostinho minúsculo, os traços maravilhosos do bem mais precioso que lhe foi confiado ao coração: um Espírito imortal vestido nas carnes de seu filho.



*** 28 Semanas e mais sumida do que nunca, mas eu volto ***

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade da avó que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ele para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada.

Não saber se ele tem assistido às aulas de inglês,
Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;
Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
Se ele continua preferindo Malzebier;
Se ela continua preferindo suco;
Se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
Se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
Se ele continua cantando tão bem;

Se ela continua detestando o MC Donald's;
Se ele continua amando;
Se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

(Miguel Falabella)

** Completamente sumida, completamente sem tempo por conta do trabalho e dos preparativos pra chegada do baby, completamente saudosista... de tudo e todos. Volto em breve!!! :********

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O que é ser mãe?

É sempre estar cansada,
de nunca ficar parada,
de ter sempre o que fazer.

É engolir quase inteiro,
não demorar no banheiro
e se aprontar sem se ver.

É acordar de madrugada,
e não dormir quase nada
se um filho adoecer...

De novo ler estorinhas
os contos da carochinha,
para o filho adormecer...

É interromper a novela,
quando está no melhor dela,
para o filho atender.

É inventar pratos "mil",
se um filho com fastio,
inventar de não comer.

É estudar outra vez
Todo o curso que já fez,
Para o filho aprender.

Outra vez brincar de "roda",
e estar por dentro da moda
quando a filhinha crescer.

É ouvir músicas "chatas"
e esquecer as serenatas,
que só lhe davam prazer.

É curtir uma quadrilha
Quando então é sua filha
quem vai dançar pra valer.

Ser mãe é virar uma semente
Pra viver novamente
Quando um filhinho nascer.

****** Recebi hj e achei muito fofo! rsrs
Como vcs estão? Nós estamos ótimos (as) rs.
Contando os dias pro final do mês, qd vamos confirmar o sexo do baby... até lá... façam suas apostas! kkkkkkkk
:*******

quarta-feira, 10 de setembro de 2008


"Sempre há um pouco de loucura no amor,
porém sempre há um pouco de razão na loucura".
[Friedrich Nietzsche]

Vou leiloar meu coração...
Quem vai levantar a mão?
Mas não adianta apenas casa,comida e roupa lavada...
Quero um amor com a alma perfumada.
Quem vai dar o primeiro lance?
Por favor, avance...
Ofereça-me lírios e o vento...
Camomila, alecrim e verdadeiro sentimento...
Sim, vou leiloar meu coração!
Preciso de alguém com paixão no olhar...
Alguém para amar, para me amar...
E nesse leilão de mim, vou encontrar um amor com cheiro de jasmim...
Será que vi o cavalheiro ali levantar a mão?
Seu lance é amor eterno, respeito e paixão?
Vendido, pode levar esse coração!
(Karla Bardanza)

** 17 semanas, indo para 18º. Passa rápido **

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Ser mãe

Ser mãe é ser humana
É ser gente, é ser bicho
É viver sem chegar, sem partir

Ser mãe é reconhecer o mundo
Através do amor profundo
É sonhar, é sorrir, é chorar

Ser mãe é descobrir a cada dia
Que a vida recomeça
É enxergar com o coração
É música, é dança, é bonança

Ser mãe é não ter sono, nem cansaço
Plantar, adubar e colher

Ser mãe é cantar a felicidade
É ser poeta e também profeta

Ser mãe é falar o necessário
É calar, é olhar, é entender

Ser mãe é abraçar
É acarinhar, é ninar
É ter a sabedoria dos deuses
A paciência do tempo
É não ter contratempo

Ser mãe é ser anjo
É loucura, é aventura permanente

Ser mãe é viver cercada de amor
É o início, é o meio e jamais o fim
Ser mãe é ser assim...